sábado, 27 de abril de 2013

Keep on smiling

A gente deveria aprender a ouvir mais o coração. Cada pessoa sabe o que é preciso pra ser feliz, mas ninguém parece entender quando a gente só precisa de um abraço pra se sentir bem. Digo, aquele abraço verdadeiro. Aquela coisa de ficar sentindo a respiração do outro sem ter que se preocupar no quanto isso possa parecer estranho ou no tempo que esse momento deve durar. Uma das coisas mais bonitas que existem é quando a gente sabe e sente o que a outra pessoa quer dizer, sem ter que trocar uma palavra sequer. Já passei muitas noites em claro pensando no amor que não vinha. A gente não tá preparado, mas quando acontece acabamos aprendendo a amar. Do nosso jeito torto, mas amamos. Tem dias que a gente só precisa de um sorriso e tá tudo bem. E acredite, manter um sorriso nesse mundo continua sendo um desafio.

sábado, 20 de abril de 2013

Muito tempo.

 Eu te quero por um tempo. Muito tempo. Pouco tempo. Todo o tempo. Por alguns momentos, um momento e todos os momentos. Agora pergunta “por quê”? Pergunta, vai. Tô esperando!! Porque sim. Nem eu sei. Por tudo. Por nada. Por todas as razões que eu sei. E por todas que eu desconheço. Não tem como EXPLICAR o que a gente sente. A gente só pode sentir. Fechar os olhos, sentir o ar entrando nos pulmões, dar aquele suspiro, sorrir…e sentir aquele calorzinho que dá no coração. Porque a gente gosta, ora! É tão simples e, ao mesmo tempo, tão complexo. Porque não dá pra enumerar razões, sensações, aspirações…tampouco dá pra tentar colocar no papel traduções de sentimentos… Sentimento não se explica. Não se traduz. Não se justifica. Não se entende. Só se sente. E se multiplica.  Tenho que lhe falar: você me faz feliz. Me faz feliz de um jeito que nem tenho como traduzir. Me faz infeliz. Infeliz de um jeito que dói, mas quando você ressurge, esqueço tudo. Esqueço até de mim. Uns dirão que é loucura e eu direi que sou louca mesmo. Louca por você. Esse amor é meio doce, meio bandido, meio ladrão. E um pouco covarde. Tenho um medo que me arrepia os pelinhos das costas. Um medo de perder você. E esse sorriso que só você tem...

A falta que eu não sentia


"Você sabe. Acho que sempre soube. Eu tinha medo de gostar de alguém, de me envolver, de me mostrar sem disfarces. Amar dá um medo danado. De perder a liberdade, a identidade, de se machucar, de não saber mais voltar. Eu estava na melhor fase da vida. Tinha certeza do que queria, estava bem comigo, com minha mente, com meu corpo, com meus sonhos. Não precisava de mais ninguém, não sentia falta de nada, nem mesmo de mim. Eu me tinha. Me curtia. Gostava da minha companhia.
Quando era mais nova deitava a cabeça no travesseiro e ficava pensando em encontrar alguém até pegar no sono. Queria tanto um amor. Um homem que me amasse, que desse risada comigo, que gostasse das mesmas músicas que eu, que não achasse bobagem meu choro nos filmes água com açúcar, que me apoiasse e me desse a mão para andar pelas ruas. Então, um belo dia eu ia casar com ele. Ia casar, morar numa casa bonita, ter um cachorro e um filho. E ia ser feliz pra sempre, que nem nos livros.
Você chegou tão suave. Foi devagar, sem que eu tivesse tempo de pensar ou fazer conjecturas malucas. Chegou sincero. E me deu a certeza de que quando alguém te quer, faz de tudo pra te conquistar. 
Quando a gente se conheceu me deu um embrulho no estômago. Depois, fui me acalmando. Aos poucos, as coisas foram entrando nos eixos. Você segurou a minha mão, me beijou, te abracei, você beijou a minha testa. E ali selamos alguma coisa que eu não sabia o que era. Naquele momento, surgiu a cumplicidade. E uma vontade enorme de que o tempo parasse por alguns segundos. Minutos. Horas. Dias. Meses. Anos. Daquele dia em diante, nunca mais nos separamos. Daquele dia em diante, fomos nos conhecendo através de emails longos que falavam do passado. Daquele dia em diante, várias conversas falavam do presente. E muitos beijos anunciavam um futuro que nos esperava de braços abertos.
Comecei a perceber que eu não me conhecia tanto assim, pois quando você chegou descobri que faltava tudo. Encontrei e reencontrei pedaços meus. Me vi em seus olhos, em seus abraços, em suas palavras. Me vi de novas formas. Formas tão boas. Formas tão minhas, tão suas. Descobri que posso muito mais do que imagino. E que nunca vai faltar um abraço para me acolher, um apoio para me encorajar, um carinho para me encontrar.
Já passamos por tanta coisa juntos. Isso faz com que nosso amor fique mais e mais bonito. Mais e mais forte. Mais e mais sereno. Porque o amor não é gritaria, é silêncio. Não é gargalhada, é sorriso. Não é rock, é bossa nova.
Hoje, quando deito a cabeça no travesseiro, sinto seus braços me envolvendo. E eu nem preciso pensar em nada para pegar no sono. Ele vem de forma natural. Porque não me falta mais nada."

domingo, 14 de abril de 2013

216 dias.



Uma vez me falaram que amar é se jogar de um precipício sem saber se lá embaixo vai ter alguém para segurar a gente. Foi a melhor definição de amor que já ouvi. Eu, que escrevo tanto e leio tanta gente que fala dessas coisas que damos o nome de sentimento, nunca tinha escutado nada tão verdadeiro. Amar é isso mesmo. É se jogar e não saber. É se entregar sem ter certeza. Aos poucos, buscamos a certeza do amor. Porque o amor para ser amor precisa de certezas. A certeza do encontro, a certeza da continuidade, a certeza da presença, a certeza da verdade.
Demorei muito para me permitir. Me distraí durante muito tempo com paixões que não duravam mais que a lua minguante. A gente demora para se permitir ser feliz. Deve ser por isso que as pessoas ficam tateando no escuro durante muito tempo até encontrarem a tal pessoa certa. Não sei se existe a pessoa certa, sei que existe uma pessoa certa para você. Essa pessoa, por mais errada que seja, é aquela que te dá vontade de continuar. Continuar lutando, vivendo, acordando, sorrindo. Tem gente que nos dá essa vontade, aquela vontade de ser melhor para a gente mesmo e para quem nos rodeia. Mas eu não queria, não me permitia, achava que daquele jeito estava bom.
Às vezes, não sou legal comigo, você não é legal com você. Cegos, não conseguimos enxergar. Confusos, não sabemos o que fazer. Covardes, não nos damos uma chance. Carentes, nos agarramos na primeira oportunidade. A carência nos tira a visão. A falta de visão nos emburrece. E assim vamos vivendo um dia após o outro, com um vazio que nunca sai de dentro e um olhar que procura e nunca acha.
Todo mundo tem que amar alguém um dia. Não tem como definir, é uma coisa muito louca e real. Um dia, com o coração cansado, decidi que só queria coisas boas. Sem migalhas, sem mentiras, sem máscaras. Para amar a gente tem que se despir de todos os artifícios. Então, resolvi ser mais amiga de mim. Aproveitar a minha companhia, me curtir, só procurar o que me fazia bem. Foi aí que, sem querer querendo, a gente apareceu um na vida do outro. Me deu um medo, um medo. Você sabe, eu sei. Queria fugir, sair correndo, desistir. Tentei de todas as formas (até bem pouco tempo atrás) encontrar motivos, fiapinhos do passado e farpas imaginárias para provar que não daria certo. Mais uma vez eu insisto: ser feliz dá medo e é muita responsabilidade. Fora o fato da gente não se sentir merecedor. A gente sempre pensa besteira por achar que não merece aquilo tudo.
Foi tudo em vão. Dia após dia o mundo, Deus, a vida, as coincidências, o destino ou sei lá, chame como você quiser, me mostraram que, sim, a gente tem um amor bonito e de verdade. Que já passou por turbulências, furacões, que de vez em quando recebe tempestades e trovões, mas que sempre dá um jeito de deixar o céu azul e o sol brilhando. Porque a gente gosta do tempo bom. A gente tem uma história que é só nossa, um amor que é só nosso, uma vida que é só nossa. Tudo nosso. E com você eu descobri que sempre posso ir mais além. Você me mostra umas partes que eu não conhecia. Me mostra uma força que eu não sabia que tinha. Um jeito maduro e ao mesmo tempo infantil de continuar vendo a vida. Me desarma com tanto bom humor. Me mostra coisas que não sabia. Me puxa para a realidade, pois nem só de sonho se vive. Existe uma troca bonita e, hoje, mais madura. É que já faz mais de 200 dias, amor. Duas centenas de dias que a gente se encontrou e nunca mais saiu de perto um do outro. Duzentos e tantos dias que ouvi o que você disse e me atirei do precipício. Ainda bem que a gente se jogou. Ainda bem que você apostou em mim. E eu em você.

Marry me



"Forever can never be long enough for me; feel like I've had long enough with you. Forget the world now ,we won't let them see; but there's one thing left to do. Now that the weight has lifted; love has surely shifted my way. Marry me, today and every day; marry me, if I ever get the nerve to say hello in this cafe. Say you will...
Together can never be close enough for me; feel like I am close enough to you. You wear white and I'll wear out the words I love you; and you're beautiful. Now that the wait is over, and love and has finally shown her my way, marry me; today and every day. Marry me, if I ever get the nerve to say hello in this cafe... say you will. Promise me you'll always be happy by my side; I promise to sing to you when all the music dies." (Train, @ Marry Me)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Encontros.

"Encontrar o amor é mágico. É reencontrar pequenas partes nossas que foram perdidas pelo caminho. É achar pedacinhos que desconhecíamos. É descoberta, chegada, estranhamento, partida. A gente fica meio atordoado com novidades que chegam a todo instante. Dá uma sensação de paz. E uma certa desconfiança: mereço tudo isso? Encontrar o amor é alívio. É ter a certeza que os dias não serão mais solitários. É saber que no começo, no meio e no fim vai ter alguém ao seu lado. Não um alguém qualquer, mas o seu amor. Aquele que vai estar ao seu lado até o último capítulo. Por mais longos que sejam os intervalos comerciais."


"I have died everyday waiting for you; darling, don't be afraid, I have loved you for a thousand years; I'll love you for a thousand more. Time stands still, beauty in all she is. I will be brave; I will not let anything take away what's standing in front of me. Every breath, every hour has come to this... And all along I believed I would find you; time has brought your heart to me, I have loved you for a thousand years; Ill love you for a thousand more." 

Keep on moving


"Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência..." CFA

domingo, 7 de abril de 2013

Sobre a idade


Não importa se a estação do ano muda, se o século vira, se o milênio é outro, se a idade aumenta. Conserve a vontade de viver; não se chega a parte alguma sem ela. (Fernando Pessoa)


"Não somos mais que uma gota de luz; uma estrela que cai, uma fagulha tão só na idade do céu. Não somos o que queríamos ser; somos um breve pulsar em um silêncio antigo com a idade do céu... Calma, tudo está em calma; deixe que o beijo dure, deixe que o tempo cure. Deixe que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu..."

domingo, 31 de março de 2013

Endless love.



- Ficar com você? Por quê? Olha só pra nós, já estamos brigando!
- É o que fazemos. Brigamos. Você fala quando estou sendo desgraçado e arrogante, e eu falo quando você está sendo uma chata irritante. que é o que você é 99% do tempo.
Eu não tenho medo de magoar você. Fica chateada por uns 2 segundos e em seguida volta a fazer a próxima coisa irritante.
- E daí?
- E daí que não vai ser fácil. Vai ser muito difícil. E vamos ter que trabalhar nisso todos os dias.
Mas eu quero fazer isso, porque eu quero você. Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias.
Pode me fazer um favor? Por favor. Será que pode imaginar sua vida… daqui a 30 anos, 40 anos? O que você vê? Se é isso que você quer, então vá. Vá embora. Perdi você uma vez, acho que posso me acostumar de novo, se for o que você realmente quer. Mas não escolha a saída mais fácil.



terça-feira, 26 de março de 2013

Everlong

If everything could ever feel this real forever... If anything could ever be this good again...

domingo, 24 de março de 2013

Ausências


"Acordei com saudade de escrever para você. Talvez assim eu te sinta perto. Ou quem sabe apenas desafogue o peito.
Era para ter dado tão certo. Se eu olho para trás sinto vontade de estapear a sua cara por não ter levado meu sentimento a sério. Lembra aquela vez em que você, com os olhos cheios de sarcasmo, disse que eu devia te esquecer? Uma lágrima quente começou a caminhar lentamente por entre minhas sardas. E te ouvi dizer que deveria poupar meu choro para situações mais importantes e significativas. Senti meu corpo amolecer de tristeza e vi no seu rosto o vazio, não encontrei meu lugar preferido ali.
Ainda lembro quando você disse que me queria. Para sempre. "Eu quero você pra mim. Pra sempre". Talvez tenha sido coisa de momento, dramatização romântica, frase de filme água com açúcar ou apenas uma tática para derreter meu coração. Mas, sabe, eu acreditei. Eu acreditei na sua frase, nas suas letras, nas suas sílabas, na sua entonação, no seu olhar, nas suas promessas, no futuro que nunca chegou, no passado que tanto me fez feliz, ainda que tenha sido breve, cheio de altos e baixos.
Não sei se as pessoas só valorizam o que têm depois que perdem. Mas acho que nem sempre estamos de olhos abertos. Nem sempre vivemos o presente com toda intensidade que ele merece. Nem sempre estamos atentos às nossas emoções. Vivemos esperando a tal felicidade, sendo que muitas vezes ela já entrou em nossas casas sem bater na porta e está sentada tomando um cafezinho esperando nós oferecermos biscoitos de polvilho.
Desculpa. Desculpa por não estar ao seu lado nos momentos em que a minha mão tinha que ter segurado a sua. Desculpa por não ter te dito o quanto você é importante. Desculpa por ter deixado passar umas reticências da minha vida. Desculpa por não estourar garrafas de espumante com as nossas conquistas diárias. Desculpa pela minha falta de jeito. Desculpa o meu egoísmo, a minha imensidão, os meus avessos. Desculpa por eu não ter achado as palavras certas.
Amizade pra mim não é essa coisa que dizem por aí. É se preocupar com o outro, mesmo que ele não saiba da nossa preocupação. É querer o bem. É incluir nas preces. É desejar só coisas boas. É ficar feliz com a felicidade do outro. É contar as coisas boas e ruins. É querer somar as alegrias, dividir as tristezas, multiplicar as conquistas e subtrair as coisas ruins. É sentir que a outra pessoa quer - e sempre vai querer - te ver feliz e bem. Sem inveja, sem meias palavras, sem nada entalado na garganta, sem o não dito que tanto aperta o coração da gente.
Sinto falto do seu beijo. Seu olhar. Seu rosto. Seu sorriso. Seu gosto. Sua mania de dizer que estou errada. Sua vontade de me fazer rir a cada vez que eu fingia que estava brava. Sim, eu fingia. Sempre foi impossível ficar brava com você. Mas eu inventava fúrias e brigas bobas para dar mais emoção. Emoção ao quê?, hoje me pergunto. Nós já vivíamos tudo aquilo que pode ser mais emocionante em uma relação a dois. O que mais eu queria?, fico pensando. Não sei, queria e quero sempre tudo. E por erros bobos ou por estar completamente distraída deixo a realidade bonita e pura escapar entre meus dedos como fumaça. E fico aqui. Sem seu beijo. Sem seu olhar. Sem seu rosto. Sem seu sorriso. Sem seu gosto. Sem sua mania de dizer que estou errada. Sim, eu estava, estive, estou. Mas agora já é tarde. Me perdoa."

sábado, 16 de março de 2013

Nossa estrada

"O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão." 

sábado, 9 de março de 2013

Fragilidades


Definitivamente, viver não é fácil. Como somos frágeis, meu Deus. E como as coisas mudam rápido. Não dá tempo para pensar, para juntar o que restou. Voltar atrás é impossível. Ah, essas impossibilidades da vida. Elas nos pregam peças e fazem lágrimas descerem pelo rosto afora.
Ah, se pudéssemos mudar o passado para o presente ser totalmente transformado, renovado, remendado. Mas não. Não podemos retroceder, tampouco buscar os cacos e soldar tudo com cola resistente. O jeito é, vez por outra, olhar para trás com uma certa melancolia, uma dose de algum sentimento sem nome, um tanto de vontade de voltar e amor.
Mas quer saber? O amor às vezes falha, falta, deixa lacunas. É isso: o amor deixa lacunas impossíveis de preencher. O amor às vezes dá um passo em falso, abandona, sai de cena abruptamente. O amor às vezes não consegue segurar a mão forte e permanecer. 
Eu não quero que você perca a fé. Só quero que entenda que nada vai voltar a ser como era antes. E como isso dói. É uma dor funda, que remexe as sensações, que quase ofusca as lembranças, que sacode todos os momentos vividos, que grita pela volta, que implora pela calma. Ah, se a gente tivesse o dom da transformação. Se a gente conseguisse tirar a mágoa, a dor, a raiva, a revolta, a briga, a palavra que entalou na garganta, o sofrimento silencioso, a separação. Ah, se a gente pudesse riscar tudo o que passou e escrever uma nova história. Mas eu não posso. E só nos resta esperar e torcer para que tudo fique, de alguma forma, bem. 

domingo, 3 de março de 2013

Nobody said it was easy...

"Eu sei que existem muitas coisas que você não vai entender. E, é claro, nem sempre eu sei me explicar direito. Fico meio incomodada de vez em quando. Não, isso não tem nada a ver com você. O problema todo não é você, sou eu. Sei que isso é frase feita, mas é verdade. O problema sou eu. Eu sempre quis mais do que você podia me dar. E desde o início eu desconfiava. Com o passar dos dias tudo foi ficando mais claro. O que era desconfiança virou realidade. E mesmo assim continuei fingindo que tudo estava em ordem, que entre nós dois não existiam segredos e que poderíamos viver pra sempre em paz.
Uma noite, descobri que nosso conto não era de fadas. E meu peito começou a arder de uma forma estranha, quase surreal. Então o que vivemos não é nada? Claro que sim, claro que é. O que vivemos é muito. É intenso, é bonito, é de verdade. 
Sinto falta de mim nos seus braços. Vem cá, sente a minha respiração. Ouve as batidas rápidas que meu coração dá. Estou aflita, com um certo medo de jogar tudo pelo ralo e depois nunca mais ter notícias suas. Mas eu preciso seguir, você precisa seguir. Com seus sonhos, seus planos e a sua vida antes de me conhecer. Não dá mais pra viver assim, eu fico aqui brincando de me enganar, você fica aí nesse faz de conta de perfeição. E com isso vamos, pouco a pouco, nos ferindo. Nos cortando brutalmente.  Não quero viver de retalhos e com cicatrizes feias. O que eu queria era que a gente se quisesse bem. E que não ficasse nenhuma mágoa. Até pensei que podia continuar com isso, mas não sei se sou forte o bastante; se vou quebrar a cara no final ou se vou sair sem um pedaço do coração. Desculpa, eu não sei mesmo se consigo, eu não posso me fazer infeliz, eu não posso te fazer infeliz. Chega de insônia, chega de palavras presas na garganta, chega de machucar os outros e de tirar você do seu conforto. Sei que você espera muito de mim, mas o que eu podia te dar eu dei, e entreguei tudo o que eu tinha.
Uma vez me disseram como é difícil se relacionar. E eu sei que sim, sei que é. Mas se fosse fácil, como você disse uma vez, não teria graça... o que vem fácil, volta fácil... 
Mas te desejo sorte. E muito amor. Me deseja sorte. E que um dia eu consiga ser amada, porque hoje eu não estou conseguindo, não..." 

sábado, 2 de março de 2013

Eu não sei lidar com isso



Hoje eu só queria aliviar um pouco dessa culpa que me pesa os ombros. Não adianta, não importa o que a gente faça, sempre vai ter uma coisa incomodando, uma pedrinha dentro do sapato que machuca sem parar o dedinho da ponta. Eu não consigo, entende? Simplesmente eu não entendo o porquê disso tudo.
Podia ter acontecido com tanta gente, de tantas formas, mas foi acontecer com você. Logo com você. Eu, sinceramente, não entendo. Já senti raiva, tristeza, mais raiva e uma indignação. Depois passei a sentir culpa. Sei que devia fazer alguma coisa, mas não consigo. Por favor, me perdoa, mas eu não consigo ver a gente assim. Sei que é egoísmo da minha parte, mas aceito que não sou uma pessoa evoluída pra conseguir aceitar bem as coisas o tempo todo.
Ninguém entende a ligação que a gente sempre teve. tão bonita, tão pura, tão intensa, tão natural. É isso mesmo, natural. Sem forçar sorriso, sem forçar abraço, sem forçar beijo, sem forçar um amor só pra ficar interessante. Era simples, era beijo estalado, era abraço apertado, era olho no olho, era piada, era segredo, era bobagem, era conselho, era magia, era pureza.
Nunca mais a minha vida foi a mesma. Na verdade, nunca mais eu fui a mesma. E isso me dói. Me dói tanto, mas tanto que o meu coração encolhe, fica pequeno, bem pequeno e eu não sei o que fazer com ele. Eu entendia tudo quando você sorria aquele sorriso que eu nunca mais vi. Meu Deus, como sinto falta de antigamente. Como sinto falta daquele tempo onde as coisas eram mais fáceis. Onde eu achava que tudo seria eterno.
Não quero mais procurar respostas. Não quero pensar em você e sentir uma lágrima quente descer pela bochecha. Não quero mais sentir saudade da sua voz. Mas eu sinto tudo isso. E isso me dói, me dói, me dói e eu poderia ficar falando me dói, me dói, me dói até o fim da vida.
Você sabe que te amo? Sabe mesmo? Por favor, diz que sim. Eu sei que você de alguma forma sente todas as boas vibrações que mando todos os dias. Eu penso em você sempre. Te mando beijo, te mando abraço, te mando carinho, te mando o meu melhor. Mas eu não sei lidar com isso, me perdoa. 

Combinado?


"Chega aqui, eu quero combinar uma coisa com você. Você para de falar as coisas da boca para fora, eu paro com essa mania de adivinhação, pode ser? Sei que é chato eu ficar tentando adivinhar suas caras, bocas e sorrisos de canto. Sei que é chato eu não acreditar no que você diz. 
Vamos fazer um esforço: por mim e por você. Sei que você anda meio cansado da vida, a desilusão anda batendo forte no teu peito. Mas pensa um pouco, nem tudo precisa ser do jeito que é, as coisas podem ser modificadas, basta você mudar o jeito como elas te atingem. Acha que estou falando bobagem? Presta atenção no que você transmite para os outros. Não deixa a testa desse jeito, não ergue a sobrancelha dessa forma, não anda curvado assim, como se carregasse todo o peso do mundo nas costas. Ei, eu não quero te modificar, não. Só quero te deixar mais leve e mais feliz. Não quero dizer que você deve ser isso e vestir aquilo. Só quero que você tenha orgulho do que é e de quem se transformou.
Não fique assim, tão desacreditado. As coisas podem, sim, ser bonitas. As coisas são, sim, bonitas. Já se perguntou como você tem enxergado a vida? Já parou para pensar em tudo que está perdendo por adotar uma postura tão amarga, relutante e descrente? Não faz isso com você. Não perder as oportunidades. Não fala mal do mundo, não se esconde do espelho, não tenta fugir do silêncio. Ele é bom. Quer provar? Desliga tudo, larga os livros. Fica quieto, quietinho. Sai do telefone, ouve o que seu coração diz. Deixa os pensamentos te invadirem, aproveita a tua companhia. Tira a tua alma para dançar. Abraça e beija tuas fantasias. Não deixa que tudo escorra pelos dedos, não deixa para amanhã, não deixa que seja tarde demais, não deixa a tua fé sair a passo.
Tem tanto para ser visto lá fora. E tem tanto para conhecer aí dentro. A gente guarda dentro do peito e da mente segredos cheios de cor. É importante abrir todas as gavetas internas, descobrir cantos escondidos, novos caminhos. Não precisa ter medo, nada de ruim vai chegar perto. Basta deixar fluir, acontecer, amadurecer. 
Descubra seus versos, seus gestos, seus restos. Dê mais espaço para as reticências, elas precisam de ar. Ceda o lugar para suas interrogações. Não perca a coragem, o brilho no olhar, a vontade de modificar o que pode e deve ser trocado de lugar. Não culpe o mundo, não culpe os outros pelo que te pertence. E aprenda: nada muda se você não muda o seu olhar." Clarissa Correa

Aprender a amar.

"Não sei se um dia a gente aprende a amar. O outro tem uma bagagem pesada. E nem sempre você está disposto a desarrumar uma mala que não é sua e colocar tudo no seu devido lugar. Cada um tem um jeito, valores diferentes, criações diferentes, traumas, sonhos, personalidades. É difícil juntar duas pessoas que podem ser parecidas ou diferentes e dizer que elas serão felizes pra sempre. Que mania essa de colocar a responsabilidade no outro. Que loucura ter esse fardo de ser feliz pra sempre. Ninguém é. Nem a aquela atriz bonitona casada com o ator bonitão. Nem sua vizinha que está sempre bem penteada e maquiada. Nem a apresentadora da TV que tem um casamento aparentemente feliz, dois filhos lindos e está grávida do terceiro. Ninguém é totalmente feliz, só quando posa para a foto da Caras. Todo casal briga, todo casal se estranha, todo casal se magoa. Isso é normal. Mas nem todo casal sabe como dar a volta por cima. Para alguns é mais fácil apertar no stop e dizer chega. Para outros, os que valorizam o amor, o caminho pode ser torto, mas eles querem ir até o fim." Clarissa Correa

domingo, 24 de fevereiro de 2013

...j'espère tant te manquer.


Ce soir ne m'oublie pas
Je t'attendrai au moins le temps de dire
Que j'ai voulu prendre le plus grand risque (...)
Et comme tu vois c'est bien la fin
Je dois traverser l'océan demain matin
De tes bras, je m'arracherai tout doucement
Et c'est la réalité qui m'attend
Je sais ton coeur est habité
Par une ou d'autre fille qui t'ont marquées
Moi je suis moins forte que les autres
Mais j'espère tant te manquer
Tant me démarquer...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Breathless



“Meus olhos se voltavam constantemente para a jovem. Ela ficou sentada a meu lado, os braços envolvendo meus joelhos. Tinha a pele mais luminosa que a lua, os olhos mais vastos que o céu, mais profundos que a água, mais escuros que a noite.
Aos poucos, comecei a me dar conta que a estivera fitando, sem palavras, por um tempo incalculável. Perdido em meus pensamentos, perdido na visão dela. Mas seu rosto não pareceu ofender-se nem divertir-se. Era quase como se ela estudasse as linhas do meu rosto, quase como se esperasse.
Tive vontade de segurar sua mão. Tive vontade de roçar sua face com a ponta dos meus dedos. Tive vontade de lhe dizer que ela era a primeira coisa linda que eu via em 3 anos. Que a visão dela, bocejando no dorso na mão era o bastante para me deixar sem fôlego. Que, em certos momentos, eu perdia o sentido de suas palavras no doce flauteio de sua voz. Tive vontade de dizer que, se ela estivesse comigo, de algum modo, nada jamais poderia tornar a correr mal para mim.
Naquele segundo sem fôlego, quase lhe fiz um pedido. Senti-o fervilhar em meu peito. Lembro-me de ter respirado fundo e em seguida hesitado – o que eu poderia dizer? Venha comigo? Fique comigo? Não. Uma certeza súbita me apertou o peito como um punho de frio. O que eu poderia pedir-lhe? O que tinha para oferecer? Nada. Qualquer coisa que eu dissesse soaria tola, uma fantasia de criança.
Fechei a boca e contemplei a água. A centímetros de distância, ela fez o mesmo. Pude sentir seu calor. Ela recendia a poeira de estrada, mel e àquele cheiro que paira no ar segundos antes de uma chuvarada de verão.
Nenhum de nós falou. Fechei os olhos. A proximidade dela era a coisa mais doce e mais pungente que minha vida já conhecera.” P. Rothfuss

Por favor.



Por favor, pensa com carinho na gente. Fecha os olhos e sente todo o amor que fica na nossa volta, como uma bolha, uma redoma. Somos inatingíveis. Nosso mundo é mágico, o amor é mágico. Ele modifica. Ele me modificou tanto, me fez melhor. Ele te fez melhor também. Dá aqui a tua mão. Sente meu coração, sente o calor que sai da minha boca. Isso é amor. Isso é a magia que o amor faz com a gente. Eu sei que a gente consegue, eu sei. Não é assim tão difícil. Por favor, não te anula, não te deixa de lado. Mas não faz com que a minha vida fique de lado também. Não é justo com você, comigo, com a gente. Por favor, não fica com medo. Dá aqui a tua mão. Vou segurar ela bem forte e, juntos, vamos conseguir enfrentar qualquer coisa boba ou séria. Sabe por quê? Porque a gente se ama. E nada mais importa.