Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. "Como assim? Onde a Carol está? Por que sumiu? Ai, meu Deus, como ela mudou." Não, eu continuo a mesma. Só que até o mesmo se transforma. A gente aprende a caminhar sozinho, pode até ter o auxílio de alguma mão, um apoio, mas os passos são dados por você. No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, você percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar. E que chorar alivia a alma. Mais do que isso: abrindo a janela pra fragilidade é que você descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente.
"Three little birds sat on my window, and they told me I don't need to worry. Summer came like cinnamon, so sweet; little girls double-dutch on the concrete. Maybe sometimes, we've got it wrong, but it's all right. The more things seem to change, the more they stay the same... don't you hesitate! Girl, put your records on, tell me your favorite song; you go ahead, let your hair down. Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams; just go ahead, let your hair down. You're gonna find yourself somewhere, somehow."
"Posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossivel de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim. Eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder; e jamais te limitar, mas chorar quando decidir ir embora; roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva; tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E quando você decidir falar demais, que eu debruce sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer; e quando for desastrado, que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade. Que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos. Que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser a sua perfeita, mesmo sendo imperfeita." 
Vieram perguntar
qual é a coisa que mais quero do amor, qual seria a grande surpresa romântica,
a grande prova apaixonada, a felicidade total em termos amorosos. Olha, essa
pergunta é bem difícil. Acho que o amor, pra ser amor, não precisa
provar nada. Ele mesmo se prova, se sustenta, se garante. O amor tem um escudo
que protege de tudo (se deixarmos). Você pode achar essa visão romântica
demais, mas acho que o amor verdadeiro não acaba nunca (se cuidarmos). Por que
tanto parênteses? Porque o amor, pra ser amor, é simples. É que nem planta: se
a gente molha, protege do sol excessivo, do vento maluco, dos bichinhos, ela
cresce, fica bonita e alegra a sala. Se a gente esquece de molhar, deixa
torrando no sol, não cuida, ela vai pro beleléu e o cantinho da sala fica
vazio, sozinho, sem vida.
Fiz muitas escolhas. A maioria, hoje percebo, foram corretas. Existe um momento, que é mágico, em que você precisa decidir se corre ou se fica. Normalmente, escolho ficar. Hoje eu vejo claramente. Em todas as vezes, assumo sem pudor, a minha vontade era de correr. Mas eu fiquei. Até onde eu conseguia, fiquei. Quando não dava mais eu pulava fora. E falo isso de todas as situações que vivi. Por isso, sou muito corajosa. Teve gente que já duvidou dessa minha força, mas eu enfrento o que vem pela frente, sim. Se uma coisa é importante para mim eu vou até o fim, mesmo que o mundo me diga para não continuar.