domingo, 8 de dezembro de 2013

Intervalo

"Sem que nada tenha começado, foi assim que tudo terminou. Os nossos caminhos apenas se cruzaram numa sucinta fração de segundos sem ao menos eu ter tempo de saber se você prefere andar na chuva ou se esperaria ela passar na cobertura de uma banca de revistas.
As nossas escolhas não foram minhas nem suas. Porque a gente sempre soube onde cada um queria chegar. E, bem, os nossos sonhos não eram os mesmos.
A gente se encontrou naquele intervalo que o tempo dá de vez em quando, quando a gente nem sabe mesmo quem é, o que quer, mas só sabe que tem que acertar. Não acertamos. Mas há algo de lindo nisso. Vê?, é como se o acaso tivesse proposto que mudássemos os nossos planos para que eles passassem a rimar. Não funcionou.
Mas olha, tudo pode mudar, desde que a gente não mude.
Se bem que não é isso o que vai acontecer."

[RV]

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A brand new kind of me

Fiquei um tempo afastada de tudo e todos pois precisava me achar e acabei perdida dentro de mim. E é a coisa mais estranha do mundo inteiro! 
No meio de tanta confusão pude perceber que precisar dos outros é fundamental e não tem nada de errado nisso. Você não é mais ou menos forte porque precisa apertar no pause e retroceder o pensamento. Muitas vezes, inclusive, é importante dar um passinho para trás pra conseguir dar continuidade ao objetivo. 
Hoje em dia ninguém tem muita disposição, vontade ou coragem para mergulhar profundamente dentro de si mesmo. É trabalhoso, espinhoso, horroroso. E muito enriquecedor. Assusta um pouco, mas liberta muito. Eu passei algum tempo evitando esse momento, esse confronto, essa perda. Porque a gente perde, sim, um pedacinho (ou muitos) quando resolve se encarar pra valer. Mas o ganho é infinitamente maior. É claro que dói. E eu te confesso que usei e abusei dos meus mais variados escudos para evitar esse dia, mas ele chegou. Confesso que veio um pouco forçado, mas foi necessário para que eu entendesse finalmente que não sou invencível. É isso mesmo, mundo: não estou com essa bola toda. Eu falho, não consigo dar conta de tudo, tem vezes que acho que não vou aguentar, piso feio na bola, erro pra valer. E não consigo muitas vezes lidar com meus sentimentos, sonhos, anseios. 
Eu tenho umas culpas loucas grudadas na minha pele, muitas coisas não digeridas e, por favor, não me pergunte que coisas são essas porque eu simplesmente não sei. Sabe como é o não saber? É a gente ter consciência que existe algo que incomoda mas não ter a capacidade de definir o que é aquilo. Só que eu resolvi me perdoar do que eu nem sei direito. Também resolvi pedir desculpa para todo mundo que já machuquei um dia, consciente ou inconscientemente. É que a gente faz tanta merda que nem percebe. Então, se eu fiz alguma coisa pra você que está me lendo agora: desculpa. Eu realmente não sou uma pessoa ruim, mas estou longe de ser perfeita e certinha. Na verdade eu só quero paz para a minha consciência, para você, pra todo mundo. Já temos que fazer tantas coisas, passar por tantos apertos, provações e tentações que é o momento certo de relaxar os ombros, se auto-abraçar e dizer desculpa. Aquela desculpa vinda do fundo do coração...
E nesse hiato senti falta de poder ser eu, falta dos velhos amigos, dos velhos hábitos... senti falta de gente que nunca imaginei que fosse sentir. Saudade de abraços, conversas, madrugadas, sorrisos, experiencias trocadas... Senti falta do microfone, de sentir cada nota, de sair pulando livre por aí. Descobri que preciso viver mais intensamente, aproveitar cada segundo e me lamentar menos. Porque a vida passa... e só as marcas que voce deixa serão permanentes. ;)

Brinde a vida!


"Estamos nos aproximando de mais uma linha de chegada. Junto com ela vem um universo de certezas e espaços vazios. Será que cumprimos tudo que prometemos? Será que tivemos muitos arrependimentos? Será que fizemos o que era para ser feito?
Neste punhado de "serás", vem um conjunto de lembranças doces e amargas. Algo lá dentro se ajusta ao mesmo tempo em que certas coisas causam desconforto. Não, nós não fizemos tudo aquilo que queríamos. Mas será que um dia faremos? É importante ter sonhos, objetivos, metas a alcançar. E deve ser muito chato não ter mais o que querer conquistar. Não falo das conquistas materiais, mas daquelas de dentro. O que é de fora não importa tanto, por mais que a gente viva em um mundo onde as aparências se destacam. 
Você quer saber mesmo o que interessa nesta vida? A paz. Inspirar e expirar sentindo prazer, alívio, gratidão, conforto. Paz ao levantar, paz ao dormir, paz ao agradecer, paz ao sorrir. Paz por perdoar, paz por aceitar que as coisas nem sempre podem ser modificadas, paz por entender que as pessoas são diferentes, paz por deixar de lado o que não acrescenta, paz por manter bons pensamentos, paz por sentir prazer em praticar o bem para conhecidos e desconhecidos. Paz por fazer a sua parte para deixar o mundo mais bonito. Paz por fazer as pazes com o passado.
Eu sei que você queria ter 10cm a mais, uma conta mais recheada no banco, aquele amor de tirar o fôlego, aplausos profissionais, aceitação em todos os lugares e um par de pernas de parar o trânsito. Sei que existem muitos motivos para insatisfação na sua vida. Também sei que você só queria que seu pai não estivesse doente ou que sua avó não sofresse tanto com aquela doença horrorosa. Sei que as doenças bagunçam nossas vidas e nos mostram o quanto somos frágeis. Mas quer saber? Nada, nada mesmo, é pesado demais para quem tem um coração. Dentro do nosso coração está tudo aquilo que somos. Você, que é cético, vai dizer que o coração é apenas um órgão vital. Só não esqueça que dentro dele está o melhor de nós. Nosso coração um dia para. Mas o que somos permanece gravado na nossa alma. E nos acompanha por toda a eternidade. Por isso, vamos deixar as bobagens pra lá. Por isso, vamos acreditar que tudo é feito para o melhor. Por isso, não vamos perder a fé. Por isso, vamos tentar entender que as tristezas, decepções e perdas fazem parte da vida e existem para nos mostrar o que realmente vale a pena. Por isso, não vamos esquecer que a morte não separa duas pessoas: ela apenas tira dos nossos olhos o ser amado, mas o que é de verdade permanece, ainda que invisível e intocável. Por isso, todos os dias vamos agradecer o que possuímos. E neste final de ano vamos fazer as pazes. Com os outros e com nós mesmos." ♥ 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sobre nós dois e o resto do mundo

Seu olhar me acompanha
Do outro lado da rua
Um sorriso, discreto
E hoje a noite é minha...
Seu andar folgado me chama
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo...
Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo...
O resto do mundo...
O resto do mundo...
Ela vibra como criança
Vestida, prá mim, está nua
Dormindo é quase uma santa
Nasceu sorrindo prá lua...
Eu até sonhei com isso
As coisas mais loucas
Com ela eu arrisco
Com ela eu arrisco...
Sobre nós dois
E o resto do mundo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que sobra.

A gente bate o olho, a perna treme, o coração pula e você pensa que daquele dia em diante tudo será diferente. A pessoa serve de inspiração, aceleração, acaloração. É tanta ação na sua vida que você acaba se perdendo. Perde os dias, as horas, os pensamentos. Tudo o que é seu é voltado e direcionado para apenas uma pessoa, entre tantas no mundo. E olha que ele é imenso, você sabe.
É a tal decepção. Sofri, sim, muito. Chorei, passei noites em claro, passei noites atrás de você. Falei mal de você pra mim mesma e para os meus amigos. Que eram frases feitas. Que falava isso para todas. Que eu fui apenas um momento. Sabe como é, na hora da empolgação a gente fala e refala coisas que nem sabe direito, que nem pensa na hora.
É a tal decisão. Mas não vou mentir, ainda tenho um amor imenso. Você, mesmo me doendo tanto e me fazendo tão mal, foi único pra mim. Especial. E vou levar isso comigo sempre, pra onde quer que eu vá. E espero que você também não esqueça de mim. Porque mesmo não querendo eu ainda penso em você.

Sabe, eu escrevia muito pra você. Eu andava meio magoada, sempre escrevi, mas a mágoa tava me visitando, passando uma temporada na minha casa. E eu, gentilmente, deixei. Por isso escrevia louca e agitadamente pra você. Pra que as minhas palavras chegassem até você de alguma maneira. Pra que você se tocasse. Pra que você me tocasse. Você sabe que sou gentil e delicada. Mas que também sei ser indelicada e agressiva. Não consigo agora explicar o motivo, era uma espécie de fascinação. Sua voz, seu jeito de ser, seus olhos. Na verdade até sei o motivo. Mas eram motivos meus. Coisas que me pertenciam. Escrevia longos e tristes textos, que falavam do amor que você me mandou enfiar de volta no bolso. Não agimos do jeito certo, mas existe um jeito certo? Não me expressei do jeito certo, mas você também não me tratou como eu esperava. Eu acreditei em cada palavra certa sua. Eu, de novo, falando do certo. O certo não existe. Existe o que a gente pensa.
É a tal projeção. Criei um "você". Em cima de ações, palavras ditas no ouvido, coisas escritas, bobagens no celular. Recriei você. Até que você decidiu e voltou pra sua vida. Passou a ser outra pessoa - ou seria o você real? Não me conformei em ser "enganada", pois quem diz que quer a gente pra sempre, puxa vida, quer a gente pra sempre! Você disse isso. E muitas outras coisas. E eu, como em uma receita de bolo, fui juntando tudo e esperando que a coisa toda crescesse.
 Também já não tenho aquelas queixas infantis, na base do “tudo dá errado pra mim”, ou autopunições como “eu sou uma besta, faço tudo errado”. Nada é errado quando o erro faz parte de uma procura ou de um processo de conhecimento. E como diria um sábio amigo: "aos caminhos, entrego o nosso encontro. E se tiver que ser, como tem que ser, do jeito que tiver que ser, a gente volta um dia."

domingo, 27 de outubro de 2013

Stop Crying Your Heart Out

Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Só ela..

"Em alguns dias dói. A tristeza puxa os cabelos, arranha a cara, machuca dentro. E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê. Só ela, a tristeza."


sábado, 26 de outubro de 2013

Fixing it.

When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep... Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones; and I will try, to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth

Stay

All the love's still there, I just don't know what to do with it now
You know, I still can't believe we both did some things
I don't even wanna think about
Just say you love me and i'll say "i'm sorry,
I don't want anybody else to feel this way"
No, no, no...
@ Mayday Parade

Frágeis

Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. "Como assim? Onde a Carol está? Por que sumiu? Ai, meu Deus, como ela mudou." Não, eu continuo a mesma. Só que até o mesmo se transforma. A gente aprende a caminhar sozinho, pode até ter o auxílio de alguma mão, um apoio, mas os passos são dados por você. No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, você percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar. E que chorar alivia a alma. Mais do que isso: abrindo a janela pra fragilidade é que você descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

You could be happy.

You could be happy, I hope you are
You made me happier than I'd been by far (...)

Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do.

Amores imperfeitos.

Não precisa me lembrar; não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa, alguma roupa pra buscar
Eu posso afast
ar a mesa quando você precisar...
Eu não quero ver você passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar
Mentira se eu disser que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

You oughta know.

I want you to know that I'm happy for you
I wish nothing but the best for you both
An older version of me
Is she perverted like me?
Would she go down on you in a theater?
Does she speak eloquently? And would she have your baby?
I'm sure she'd make a really excellent mother
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough for you to be open wide
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
You seem very well
Things look peaceful
I'm not quite as well
I thought you should know
Did you forget about me, Mr. Duplicity?
I hate to bug you in the middle of dinner
But it was a slap in the face
How quickly I was replaced
And are you thinking of me when you fuck her?
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
'Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I'm not going to fade as soon
As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nails
Down someone else's back, I hope you feel it
Well, can you feel it?

domingo, 20 de outubro de 2013

Put your records on!

"Three little birds sat on my window, and they told me I don't need to worry. Summer came like cinnamon, so sweet; little girls double-dutch on the concrete. Maybe sometimes, we've got it wrong, but it's all right. The more things seem to change, the more they stay the same... don't you hesitate! Girl, put your records on, tell me your favorite song; you go ahead, let your hair down. Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams; just go ahead, let your hair down. You're gonna find yourself somewhere, somehow." 
matando a saudade de ouvir um soul, de passar um dia bonito brindando a vida. @ Corinne Bailey Rae - Put Your Records On

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ser tudo o que você precisa.

"Posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossivel de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim. Eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder; e jamais te limitar, mas chorar quando decidir ir embora; roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva; tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E quando você decidir falar demais, que eu debruce sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer; e quando for desastrado, que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade. Que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos. Que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser a sua perfeita, mesmo sendo imperfeita." 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

No more planning.

Queria entender, eu juro. Queria não me doar tanto, não planejar demais. Sabe, eu menti pra você. Menti feio. E menti pra mim também, muito. Não deixei de planejar não. Não aderi ao estilo deixa-fluir-não-planeja-e-vive. Eu planejo, eu quero planejar, eu preciso saber que a certeza vai vir um dia. Desculpa decepcionar você. Mas eu planejo. Planejo alguns dias marcantes. Planejo dias comuns. E se você age de uma forma diferente dos planos, não se preocupe, sei lidar com os meus choques de realidade. Não quero que você seja perfeito e faça tudo certinho. Os meus planos não são certos, muito menos eu sou certa - isso você está careca de saber.
Chorei porque pensei que tudo estivesse no seu lugar. Porque eu queria que você simplesmente soubesse. E quisesse. E, sim, também planejasse. Sem medo, entende? Porque não precisa ter medo de um sentimento bonito, único, simples. Aprendi com a minha mãe que a gente não precisa dividir. Nunca fui muito boa em divisões. Eu dou frases, beijos, risos, abraços, emoções. Por isso eu somo e, com sorte, multiplico. Pode ficar com essa minha certeza: não vim para dividir ou subtrair. Quero somar. Minha mãe sempre esteve certa: o amor vem pra somar. Você veio pra somar, pra aumentar. E vice-versa. É assim que a coisa funciona, não tem que abrir mão de uma coisa por minha causa. E vice-versa. A gente não precisa enfiar sonhos em sacos de lixo. Os sonhos a gente tira da cabeça, do peito, dá um jeito de fazê-los realidade. A pior burrice que uma pessoa pode fazer na vida é enterrar um sonho por causa de alguém. Ao invés disso, viva o sonho com esse alguém. Se a pessoa te ama, ela vai pra qualquer lugar, até pro quinto dos infernos.
Sabe, acho que é isso. Deve ser por esse motivo que de vez em quando não entendo bem as coisas. É assim que eu penso, quando a gente ama as coisas são simples. Mesmo com defeitos, porque o amor não é feito só de cores bonitas. Na minha cabeça a gente planeja, tricota o futuro. Vai tricotando devagarinho, dia após dia, até fazer um futuro bem bonito. Depois usa, veste. Quando ficar pequeno, tricota de novo. E depois usa, veste. Saiu de moda? Novo tricô. E vai tirando fotos lindas pra colocar no álbum. Depois que o álbum ficar pronto, reveja, relembre e queira mais. É essa a função que ele tem. Pelo menos é o que eu acho.

Desculpa.


Desculpa se te magoei, decepcionei, não fui bem aquela que você pensava que eu seria. Na vida a gente faz tantas escolhas... E muitas vezes uma escolha aos olhos do outro é errada. Muitas vezes um caminho aos olhos do outro é tortuoso. Mas eu deixo você caminhar com as próprias pernas, e me proponho a me quebrar se preciso for, me estatelar no chão, me juntar e recomeçar.. Desculpa se não consigo pedir ajuda quando preciso tanto. Tenho um ego bobo que se sente ofendido quando estico a mão à procura de outra mão para me acolher. Sempre detestei ser um peso, uma inconveniente ambulante, alguém que não é capaz de lidar com as próprias confusões. 

Olha, me desculpa se eu fico pedindo desculpa a todo instante, ainda não sei precisar e me sentir bem com isso. Quando preciso acho que estou fraquejando, sendo covarde. Sei que é bobagem, sei que não sou heroína de história em quadrinhos, sei que ninguém é forte o suficiente para viver só. E eu não sou. E quer saber mais? Ando a fraqueza em pessoa, com uma tristeza que toma conta do meu corpo. Nunca fui triste, não sou triste e não sei administrar esse sentimento que chegou e se instalou em mim. Não consigo controlar meus próprios pensamentos, minhas sensações, meus sentimentos. Não consigo lidar com esse medo que me estrangula, me enforca, me sufoca diariamente. Não consigo mais não chorar quando algo me machuca por dentro. Não consigo encontrar um abrigo ou esconderijo onde eu me sinta segura. E esse troço ruim no peito me invade mesmo que eu faça uma força violenta pra que ele fique longe de mim... Isso se chama angústia. Desculpa se divido tudo isso com você, se lágrimas rolam do meu rosto, se minha voz gagueja, se meu corpo treme, se eu ando assim, meio amortecida, meio diferente, meio inconstante. Desculpa se não consigo encontrar o caminho de volta, algo que me livre dessa culpa (que nem sei bem por qual motivo existe e vive) que corrói. Só te peço uma coisa: não solta a minha mão e me ajuda, já que preciso me perdoar.

domingo, 6 de outubro de 2013

Favorite couple in the wor(L)d!

"Brother and sister?" No, we kiss, so.. that'll be weird" haha.
This is definitely my favorite couple in the whole world! ♥ cutie! #TheXFactor

sábado, 5 de outubro de 2013

O que eu mais quero do amor

Vieram perguntar qual é a coisa que mais quero do amor, qual seria a grande surpresa romântica, a grande prova apaixonada, a felicidade total em termos amorosos. Olha, essa pergunta é bem difícil. Acho que o amor, pra ser amor, não precisa provar nada. Ele mesmo se prova, se sustenta, se garante. O amor tem um escudo que protege de tudo (se deixarmos). Você pode achar essa visão romântica demais, mas acho que o amor verdadeiro não acaba nunca (se cuidarmos). Por que tanto parênteses? Porque o amor, pra ser amor, é simples. É que nem planta: se a gente molha, protege do sol excessivo, do vento maluco, dos bichinhos, ela cresce, fica bonita e alegra a sala. Se a gente esquece de molhar, deixa torrando no sol, não cuida, ela vai pro beleléu e o cantinho da sala fica vazio, sozinho, sem vida. 
É claro que a gente sempre espera algo. A vida é uma eterna sala de espera, estamos sempre esperando algo para nos sentarmos no colo da tão esperada felicidade. Ficamos esperando uma promoção, o amor chegar, ter o próprio apartamento, comprar um sítio, conhecer aquela cidade tão desejada, dar uma festa de casamento, acumular milhões, parar de trabalhar, morar na praia e viver o resto da vida dormindo e acordando com o barulho das ondas. Nós adiamos o presente por medo. Medo do hoje, do agora, do arregaçar as mangas e enfrentar os fantasmas que, infelizmente, vão nos rondar para sempre, por mais terapia que você faça, floral que você tome, missa que você vá, tarja preta que você engula com vodka barata. A vida, meu amigo, tá acontecendo enquanto o Faustão passa na TV. O que você quer hoje? O que você quer agora? O que você está esperando para ser feliz no amor? 
A gente quer que o outro nos perceba. Mas mostramos os caminhos? Ninguém adivinha nada sozinho. Por mais que vocês dois se conheçam, por mais que estejam juntos há tanto tempo, existem coisas que estão cravadas no seu fundo. Algumas mágoas têm âncoras, ficam presas em nós. Isso acontece por falta de conversa, por falta de cumplicidade, comunicação, vontade. Falta mais verdade, acredito que as pessoas ficam com medo de mostrar fraquezas e ficarem sozinhas. Ninguém é fortaleza. Todo mundo tem um lado fraco, frágil, que implora ajuda. Não dá pra ter medo de mostrar isso. Não tem que ser o bom, o forte, o poderoso o tempo todo. Isso cansa e é uma farsa. O outro só vai nos perceber por inteiro quando a gente deixar, quando dermos o sinal verde, o ok, quando a gente perder o medo de falar: olha, o caminho tem lama, tem rato, tem escuridão, mas vem, por favor, vem. O problema são as promessas de que tudo vai ser lindo e maravilhoso. Não, não é. Às vezes vai ser ruim e chato, mas você tem que querer não desistir. O amor é não querer desistir. 
A gente quer que o outro mude. Uma vez ouvi falar "tudo que amamos no começo é o que odiamos no fim". Desculpe, mas o outro não vai mudar e se você o ama tem que entender, aceitar, tentar amenizar, arrumar soluções. O segredo é esse: ao invés de reclamar e brigar tem que tentar resolver. Tome uma atitude. Não reclame. O outro não muda simplesmente porque a gente quer. O outro muda porque ele quer. E, mesmo ele querendo, toda mudança é um processo lento. Mudanças rápidas são fajutas, não existem. É que nem dieta rápida: você perde peso em seguida, mas recupera tudo em dobro depois. 
A gente quer que o outro adivinhe nossos desejos. Esquecemos que ele não tem bola de cristal. Diga exatamente o que você quer. Há algum tempo eu não conseguia dizer preciso-de-você-agora. Esperava que ele tivesse sensibilidade, que adivinhasse, que se desse conta. Quando isso não acontecia eu me frustrava. Achava que ele-tinha-que-saber. Não, por mais que ele me ame e me conheça ele não tem que saber. Eu tenho que dizer. É claro que certas coisas estão na cara, só se a pessoa é muito insensível e não presta a menor atenção em você ela não percebe. Mas existem sutilezas que são sutilezas. E precisamos abrir a boca e aprender a dizer as coisas. Se você diz que não foi nada, o outro vai achar que realmente não foi nada. Se uma coisa te feriu e te machucou, diz. Se uma coisa ficou entalada na garganta, cospe. Se uma coisa tá incomodando, tá te apertando, tira. A vida fica mais simples assim.
 Mas, afinal, qual é a coisa que mais quero do amor? Quero proximidade. O amor tem que ser próximo. Não falo próximo de colado, grudado. Falo próximo de junto, cúmplice, companheiro. O amor é você perceber que não anda mais sozinho. Que tem alguém pra abraçar quando o mundo está grande demais. Que tem alguém pra se esconder quando tudo está sombrio demais. Que tem alguém pra brindar quando tudo dá certo demais. Que tem alguém pra dividir as coisas que a vida tem para nos mostrar. Amar, pra mim, é isso. É você cuidar do outro quando ele precisa, quando tá doente, triste, com frio, sozinho. É ficar feliz com a felicidade do outro. É fazer pequenas gentilezas. Se preocupar. Comprar o iogurte preferido. Assistir filmes de terror mesmo sem gostar, mas assistir porque ele gosta da sua companhia. É deixar o egoísmo dar espaço para a doação. É lógico que toda mulher tem sempre na cabeça uma cena de filme. A gente quer fogos de artifício, pedidos de casamento de joelhos, que o outro adivinhe os nossos desejos. Não quero isso, de verdade. Quero, apenas, que ele saiba quais são os meus sonhos, que preste atenção no que eu gosto e sinto. E que queira entrar nesse barco comigo pra nunca mais sair.

Vai ficar ou vai correr?

Fiz muitas escolhas. A maioria, hoje percebo, foram corretas. Existe um momento, que é mágico, em que você precisa decidir se corre ou se fica. Normalmente, escolho ficar. Hoje eu vejo claramente. Em todas as vezes, assumo sem pudor, a minha vontade era de correr. Mas eu fiquei. Até onde eu conseguia, fiquei. Quando não dava mais eu pulava fora. E falo isso de todas as situações que vivi. Por isso, sou muito corajosa. Teve gente que já duvidou dessa minha força, mas eu enfrento o que vem pela frente, sim. Se uma coisa é importante para mim eu vou até o fim, mesmo que o mundo me diga para não continuar.
Sempre tive uma opinião consistente, um gênio fortíssimo. Não gosto nem desgosto disso, apenas convivo e me aceito. Entendi que preciso me aceitar mais sem querer buscar coisas que nunca vou ser. Evoluir é importante, mas aceitar quem somos é essencial.
Insisto nas escolhas. Você escolhe a vida que quer. Você escolhe as pessoas que quer. Você escolhe o futuro que quer. Eu escolhi o meu.